Um relatório de empresa bem estruturado divide-se em quatro blocos, e a ordem em que os lê importa tanto quanto o que lê.
Dashboard de risco
O primeiro bloco é o dashboard de risco. É aqui que começa qualquer leitura. O score de risco diz-lhe imediatamente o nível de confiança com que pode avançar e define o quadro em que os dados seguintes serão lidos. O limite de crédito recomendado, também presente neste bloco, dá uma referência concreta para decisões de crédito comercial. Se o score indicar risco elevado, os blocos seguintes confirmam ou atenuam esse sinal, mas nunca o ignoram.
Incidentes
O segundo bloco são os incidentes. Situação tributária, situação contributiva, processos de insolvência ou PER, ações judiciais em que a empresa é ré ou autora e lista pública de execuções. Este bloco deve ser lido antes dos dados financeiros. Uma empresa sem incidentes com rácios razoáveis é diferente de uma empresa sem incidentes, mas com rácios preocupantes. E uma empresa com incidentes ativos torna os rácios quase irrelevantes para efeitos de decisão de crédito.
Identificação e estrutura legal
O terceiro bloco é a identificação e estrutura legal. Nome, morada, CAE, corpos gerentes, composição do capital social, histórico de alterações ao pacto social. Este bloco responde à pergunta: quem é realmente esta empresa e quem a controla? A estrutura de capital pode revelar que a empresa pertence a um grupo com outras dificuldades. O histórico de alterações pode mostrar mudanças frequentes de gerência, cessões de quotas recentes ou alterações de objeto social que merecem atenção.
Demonstrações financeiras
O quarto bloco são as demonstrações financeiras. Balanço, demonstração de resultados, rácios e, nos relatórios mais completos, fluxos de caixa e anexos, outros módulos financeiros do IESe comparação sectorial. É aqui que a análise se aprofunda.
"Um relatório de empresa é para ser lido com uma pergunta em mente: posso fazer negócio com esta empresa e em que condições?" — Equipa InfotrustGO