O valor dos dados de empresas mede-se melhor pelos problemas que evitam do que propriamente pelas decisões que facilitam. Três cenários ilustram o que acontece quando a decisão avança sem dados.
Crédito mal concedido
No crédito mal concedido, o padrão é sempre o mesmo: uma empresa aparentemente sólida, com anos de atividade, aceita condições de crédito sem que o gestor tenha verificado o score de risco ou os incidentes comerciais.
Três meses depois, a fatura fica por pagar. A empresa está em processo de revitalização há seis meses, com score 4: informação que estava disponível antes da decisão, mas que não foi consultada.
O custo não é apenas o valor em dívida: é o tempo de cobrança, o impacto na tesouraria e o custo de oportunidade de ter alocado crédito a um cliente que não tinha condições de pagar.
Fornecedor insolvente
No fornecedor insolvente, a empresa selecionou um fornecedor com base no preço mais baixo e numa referência de um contacto de mercado. Seis meses após assinar o contrato, o fornecedor entra em insolvência.
A cadeia de operações é interrompida, os prazos de entrega a clientes falham e a empresa tem de encontrar um substituto em urgência, geralmente em piores condições.
Uma verificação dos dados financeiros do fornecedor teria revelado capital próprio negativo e fluxos de caixa operacionais negativos nos dois últimos exercícios.
Parceria arriscada
Na parceria arriscada, dois gestores chegam a acordo numa parceria comercial. Um deles não verificou que o potencial parceiro tem ações judiciais pendentes como réu, uma alteração de gerência feita há três meses e um objeto social recentemente alterado para uma área completamente diferente do negócio apresentado. A parceria arrasta problemas que a consulta de dados teria identificado em minutos.
"Os dados não garantem que a decisão é certa. O que os dados garantem é que não toma decisões às escuras." — Equipa InfotrustGO